Miastenia Gravis
Miastenia Gravis: Quando os músculos ficam fracos demais
A Miastenia Gravis (MG) é uma doença neuromuscular autoimune que causa fraqueza nos músculos voluntários, aqueles que usamos para nos movimentar, falar, engolir e até respirar. O principal sinal da doença é a fraqueza que piora com o uso dos músculos e melhora com o descanso.
O que causa a Miastenia Gravis?
A MG ocorre porque o sistema imunológico, que normalmente protege o corpo contra infecções, ataca por engano a conexão entre os nervos e os músculos. Isso prejudica a transmissão dos sinais nervosos, impedindo a contração adequada dos músculos e resultando em fraqueza progressiva.
Principais sintomas
Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, mas geralmente incluem:
Pálpebras caídas (ptose palpebral) – Um dos primeiros sinais da doença.
Visão dupla (diplopia) – Dificuldade para focar os olhos.
Fala arrastada e dificuldade para engolir – A voz pode ficar fraca e as palavras pouco articuladas.
Fraqueza nos braços e pernas – Atividades simples, como levantar objetos ou subir escadas, tornam-se difíceis.
Cansaço excessivo e piora ao longo do dia – A fraqueza muscular aumenta com o esforço e melhora com o descanso.
Quando a Miastenia Gravis pode ser grave?
Em alguns casos, a fraqueza pode afetar os músculos responsáveis pela respiração, causando uma crise miastênica, que é uma emergência médica e exige atendimento imediato.
Como é feito o diagnóstico?
O neurologista pode solicitar diferentes exames para confirmar a Miastenia Gravis, como:
Teste do edrofônio – Um medicamento que melhora temporariamente a força muscular.
Exames de sangue – Para detectar anticorpos que afetam a conexão entre nervos e músculos.
Eletromiografia (EMG) – Mede a resposta dos músculos aos impulsos nervosos.
Tomografia ou ressonância magnética do tórax – Para avaliar a presença de alterações na glândula do timo, que pode estar associada à doença.
Quais são as opções de tratamento?
Apesar de não ter cura, a Miastenia Gravis pode ser controlada com tratamento adequado, permitindo que os pacientes levem uma vida normal. As opções incluem:
Medicamentos – Como os inibidores da acetilcolinesterase (ex: piridostigmina), que melhoram a transmissão dos sinais nervosos.
Corticóides e imunossupressores – Reduzem a resposta autoimune do organismo.
Plasmaférese e imunoglobulina intravenosa (IVIG) – Tratamentos utilizados em casos graves para remover os anticorpos prejudiciais.
Cirurgia do timo (timectomia) – Pode ajudar em alguns pacientes, especialmente quando há um tumor na glândula tímica.
Quando procurar um médico?
Se você notar fraqueza muscular progressiva, pálpebras caídas, dificuldade para falar ou engolir, procure um neurologista. O diagnóstico precoce é essencial para iniciar o tratamento e evitar complicações.
Com o acompanhamento correto, a maioria dos pacientes pode manter uma boa qualidade de vida!